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Pugna Epicu |
Capítulo I: Um Novo
Começo
A natureza tinha
finalmente cobrado
seu preço, nunca
mais os Cavaleiros
Elementais foram
vistos e assim as
lendas começaram a
surgir. Os esforços
dos mais bravos em
encontrar os
Cavaleiros, ou pelo
menos suas
Armaduras, foram em
vão. Lentamente
Sosaria começou a se
curar, Lorde
Blackthorn nunca
mais foi visto,
apesar de seus
seguidores sempre
afirmarem que ele
está em sua
fortaleza
intransponível... o
que é certo é que
suas maldades ainda
rondam o mundo.
Lorde British também
nunca mais apareceu
nos anais, e quem
reina hoje é seu
filho Jason British
II, que também
passou a ser chamado
de Lorde British.
Igualmente, os
outros cavaleiros
nunca mais foram
vistos.
Durante muito tempo
tudo isso permaneceu
uma lenda, um conto
para crianças, não
passavam de escritos
antigos cheios de
paixão, mas as
cicatrizes ainda
existem. As guildas
começaram a se
misturar com novas
que não paravam de
surgir, o mundo
mudara. Enquanto
pessoas morrem,
outras nascem,
heróis se foram e
outros apareceram,
mas as dúvidas
continuavam: onde
estão os Cavaleiros?
E suas Armaduras?
Eles podem voltar?
Só se tinha a
certeza de que se as
Armaduras e seus
Cavaleiros ainda
existissem em algum
local sombrio, seus
poderes estariam
reduzidos de tal
forma devido ao
colapso que não mais
seriam capazes de
influir nos
elementais. Mas
talvez, e apenas
talvez, reste um
pouco da essência do
que um dia já foram.
De qualquer forma,
aquelas armaduras
ainda seriam as
melhores e mais
poderosas já feitas,
pois foram forjadas
pelos punhos dos
deuses.
Uma ameaça estava
sendo criada, o Deus
Blackthorn estava
contido por Aniduum,
mas seus seguidores
não paravam de
crescer. Eles viriam
para suas Armaduras
novamente, e com
elas tentariam
dominar Sosaria.
E desta vez Aniduum
não teria com
impedir. Seriam os
humanos que teriam a
tarefa de defender o
mundo, seriam eles
que mostrariam a
Aniduum que ele não
perdeu seu tempo os
criando, honrando
tudo que ele fizera
pelos humanos.
Começava mais uma
era, a Era de
Britannia. Em
homenagem a um novo
começo e ao seu
antigo governante,
Sosaria havia sido
batizada de
Britannia agora com
Jason British II no
trono. O novo Lorde
British agora
carregava o fardo de
seu pai, e sabia que
a única forma de
manter novas ameaças
era encontrando as
Armaduras Elementais
antes dos seguidores
de Lorde Blackthorn,
uma nova e épica
batalha estava
prestes e despontar.
Capítulo II: Em
Busca da Lenda
A Era de Britannia
parecia não ser
verdade! Apesar de
assassinos e ladrões
ainda existirem em
grande quantidade,
eles permaneciam em
suas cidades sem
lei, e importunavam
apenas àqueles que
se aventuravam fora
do alcançe dos
braços de British
II.
Graças a ausência de
Lorde Blackthorn,
seus seguidores
estavam desamparados
e não mais
conseguiam se
organizar de forma
eficiente e capaz de
combater as tropas
da Ordem. Este foi o
maior dos motivos
para a enorme
adoração que o povo
tinha de British II
e a Era de Britannia.
Jason British II
sentia-se regozijado
por seu reinado
próspero e pacífico.
Sua maior
preocupação, que não
era grande ameaça a
seu governo, eram
tribos de orcs e
pequenos ataques de
monstros
remanescentes da
grande algazarra
causada por Deus
Blackthorn. Nada que
seus cavaleiros da
Ordem não pudessem
combater sem maiores
dificuldades.
Durante esta era
houve inúmeras
tentativas de
invasões de
assassinos
seguidores de Lorde
Blackthorn, eles
tentavam penetrar em
Britain pela ponte
oeste da cidade,
local mais
desprotegido e com
menos guardas. Estes
assassinos também
possuiam um enorme
desrespeito por
aqueles que haviam
partido para
conhecer os Campos
Elísios nos domínios
de Hades e
frequentemente
invadiam o cemitério
da gloriosa capital.
Os próprios
habitantes de
Britain e adoradores
de Aniduum defendiam
sua cidade, e quando
suas forças eram
insuficientes os
criminosos sentiam a
fúria da guarda
real.
Tais fatos levavam
Jason British II a
acreditar que seu
governo era melhor
que o de seu pai, e
que talvez ele
próprio fosse um
homem melhor. Apesar
da excelente
educação que ele
recebera e a
constante influência
de Aniduum, British
II era apenas um
humano... tão
suscetível às
tentações como
qualquer outro que
caminhasse nos solos
de Britannia. E o
poder dele o enchia
de orgulho próprio e
a cada dia ele
acreditava mais e
mais ser o
verdadeiro escolhido
de Aniduum como
messias de Britannia.
Mas esses
pensamentos
permaneciam ocultos
em sua mente e ele
continuava seu
reinado da forma que
seu pai ensinara,
pois seu amor
paterno não iria se
alterar devido a
tais idéias.
Jason British II
passava muitas horas
de seus dias em
bibliotecas,
estudando as
histórias de sua
família e cidade.
Seu fanatismo e
preocupação pela
Lenda das Armaduras
Elementais eram
enormes, seu medo de
que os
desorganizados
seguidores de
Blackthorn
encontra-se ao menos
uma daquelas
lendárias Armaduras
o fez tomar uma
importante
decisão...
encontrá-las antes
de qualquer outro em
Britannia. Desta
forma ele enviou
seus mais fiéis
guerreiros em busca
de pistas e em
viagens sem destino
por Britannia.
Capítulo III: A
Lenda se Espalha
Etarak era o maior e
melhor general sob o
serviço de Lorde
Blackthorn, e foi a
ele que a grande
maioria dos
seguidores do Caos
recorreu com o
desaparecimento de
seu mestre. Etarak,
treinado apenas em
artes militares, não
soube manter os
adoradores de
Blackthorn
unificados por sua
falta de habilidade
na política, sendo
este outro dos
motivos da
desorganização deste
grupo.
De qualquer forma,
os mais fortes
guerreiros e os mais
fanáticos seguidores
de Blackthorn
permaneciam junto de
seu general em
Serpent's Hold, e
deles partiria o
plano de ir em busca
das Armaduras
Elementais.
Foram estes
fanáticos,
conhecedores da
lenda das Armaduras
Elementais, que
organizaram missões
de espionagem no
governo de British
II para que fossem
adquiridas o máximo
de informações
possível na missão
de busca das
Armaduras. Tais
espiões foram
totalmente
eficientes e tudo o
que Jason II
descobria era logo
repassado a Etarak,
que escolhia e
enviava seus
guerreiros aos
locais em que
encontravam-se os
homens de British
II.
Não tardou para que
a lenda se
espalhasse, logo as
notícias de que
diversos guerreiros
buscavam as
Armaduras Elementais
e seus Cavaleiros
espalhou-se por toda
Britannia,
consequentemente
ainda mais
aventureiros
acreditavam estar no
direito de possuir
tais Armaduras...
alguns mais
experientes e outros
apenas fracos demais
para enfrentar as
adversidades do
mundo selvagem.
Capítulo IV: Grandes
Mestres Surgem
A atual era,
considerada a mais
pacífica de todas,
permitiu o
desenvolvimento de
cidades e raças
espalhadas por
Britannia. Novos
pensamentos e
estudos surgiam por
todo o mundo. Os
elfos faziam
incríveis
descobertas sobre a
natureza, estudavam
a evolução e as
ciências médicas. Os
primeiros mestres
curandeiros e
primeiras
curanderias eram
élficas, alguns
humanos que
conseguiram
conquistar a
simpatia élfica
foram muito felizes
pois com eles
aprenderam diversas
artes ligadas às
naturezas.
O intercâmbio
cultural continuava
bilateralmente entre
humanos e elfos. Os
humanos, mais
ligados ao que era
material,
desenvolviam
tecnologias e um
íncrivel manejo dos
mais diversos
materiais
encontrados na
natureza, e desta
forma também as
compartilhavam com
os elfos.
Os orcs, sempre
muito violentos,
aperfeiçoaram suas
habilidades como
ferreiros e
mineradores e os
humanos com sua
enorme capacidade de
aprendizado foram
capazes, através do
estudo, de absorver
tudo o que os orcs
criavam.
Grandes nomes da
história nasceram ou
se destacaram nesta
época. A família
Mesiac por exemplo,
começou a se lançar
em Britannia,
partindo de Moonglow.
Os homens desta rica
família eram
conhecidos por sua
dedicação e
curiosidade, e em
sua maioria seguiam
o ramo da astrologia
passando a maior
parte de suas vidas
estudando e olhando
para os céus.
O nobre Midas,
voltava seus estudos
para a alquimia. O
principal foco de
seus experimentos
era a transformação
e manuseio da
matéria. Dizia-se
pelos cantos que ele
fora capaz de
converter simples
metais em ouro e que
sua habitação era um
castelo áureo.
Um dos grandes
feitos de Jason
British II foi a
criação da
Universidade
HellFire, local onde
nobres habitantes
podiam se tornar
mestres nas mais
diversas artes e
estudos. Havia
também a
oportunidade de
aperfeiçoamento em
habilidades bélicas.
Um dos mais
importantes alunos
da Universidade foi
Turuhan, pois era
graças às suas
invenções e as de
seu amigo Ragnar que
a Universidade se
mantinha de pé mesmo
sendo o alvo de
inúmeras críticas
negativas. Turuhan
era o melhor
ferreiro que se
conhecia em
Britannia e suas
armaduras equipavam
os exércitos
existentes na época.
Quando a
Universidade foi
extinta e Turuhan
não mais possuia
importância, ele
recorreu ao príncipe
Elfo de Wind para
pedir asilo em sua
cidade, que acabou
por aceitar seu
pedido.
As mulheres também
passaram a ocupar
importantes cargos e
o preconceito
diminuia a cada dia.
A feiticeira Elén,
por alguns anos
considerada a melhor
guerreira entre
centenas de homens
do exército de Jason
British II foi
elevada ao cargo de
capitã e possuia sua
própria milícia.
Elén era responsável
por fazer viagens
por toda Britannia
em busca de focos de
conflitos, e sua
tarefa era
eliminá-los ou então
informar o reino
sobre o que ela
encontrava. Até que
chegou o dia em que
Jason British II
percebeu que a
milícia de Elén
gastava uma enorme
quantidade de
recursos materiais
por causa de suas
viagens, e a enviou
em uma última
missão, que era
considerada por
muitos como sendo
suícida... invadir a
cidade de Delucia e
eliminar uma guilda
interia de
assassinos.
Revoltada com esta
ordem e por ser
enviada a um local
remoto de Britannia,
Elén acabou se
juntando aos
assassinos de
Delucia e
convertendo sua
milícia para suas
crenças, e assim lá
ela permaneceu como
governante e em
posição neutra por
muitos anos. Jason
British II
acreditava que sua
missão havia sido
bem sucedida e que
em seguida ela e a
maior parte de sua
milícia haviam
morrido para
adversidades que
pudessem ter
encontrado no
cmainho de volta,
pois não se teve
mais notícias de
Delucia.
Um implacável
assassino ganhou
toda sua fama
durante estes tempos
pacíficos! Acanthus
era o único
criminoso procurado
pelas tropas de
British II que nunca
foi capturado, ele
era também o único
real temor que a
maioria das pessoas
possuia. Acanthus
era um bárbaro que
vivia sempre isolado
em locais selvagens,
vivia como nômade e
após alguns anos
espalhando terror
com seus brutais
assassinatos ele
desapareçera.
Por fim, um dos mais
famosos humanos que
apareceu nesta
pacífica época foi o
poderoso mago
Mondain. Ele em nada
acreditava e nada
seguia, nem mesmo as
crenças dos deuses
Aniduum e Blackthorn
o faziam ser
temente. Na morada
de Mondain e de seu
pai e mestre,
localizada na
fortaleza Terathan,
os estudos deles
permaneciam um
mistério até mesmo
para seus pupilos.
Sabe-se apenas que o
pai de Mondain
faleceu e ele
continuara seus
estudos em segredo,
sua forma de vida
confinada fez com
que cada vez se
soubesse menos sobre
sua vida, e assim
mais um grande
mestre desta época
caiu no
esquecimento..
Capítulo V: Rumo à
Épica Batalha
Todo este
desenvolvimento e a
ascenção das mais
brilhantes mentes
permitiu uma rápida
e incessante busca
pelas Armaduras
Elementais e seus
Cavaleiros.
Descobriu-se o
paradeiro de seis
dos oito cavaleiros,
e como suspeitava-se
eles haviam
sucumbido na Guerra
Elemental. No
entanto, o grande
poder de suas
Armaduras permanecia
ativo e seus corpos,
apesar de mortos,
ainda serviam como
combatentes que eram
controlados pelo
poder dos elementais.
A príncipio, os
seguidores de
Blackthorn e de
Aniduum pretendiam
proteger os
cavaleiros que
lutavam por suas
respectivas causas,
no entanto a
descoberta de que
seus Cavaleiros
estavam mortos a
cobiça começou a
mudar estes
objetivos. Então,
guerreiros de ambos
os lados passaram a
se aventurar em
busca das Armaduras
pertecentes ao lado
oposto.
Não tardou para que
esta busca tola
fosse responsável
pela corrupção das
fracas e ambiciosas
mentes humanas.
Assim, seguidores de
Aniduum voltavam-se
contra seus próprios
guardiões, da mesma
forma que ocorria
entre os Cavaleiros
do Apocalipse.
Instaurou-se assim
um enorme caos, onde
não se sabia mais
quem era oponente e
quem era aliado...
não sabia-se sequer
se existiam aliados.
As tropas de Jason
British II
encontravam-se
divididas e inúmeros
grupos formavam-se,
cada um indo em
busca de uma
Armadura diferente.
Pouco a pouco, os
enfraquecidos corpos
já falecidos dos
cavaleiros
elementais sucumbiam
definitivamente ao
egoísmo e ganância
humanas. Seus
poderes reduzidos
devido ao confronto
elemental e sua
enorme desvantagem
numérica não davam
chance de
sobrevivência. E
mesmo assim a
batalha não
terminava... os que
restavam vivos na
luta pelejavam entre
si até que sobrasse
apenas um. AS duas
últimas Armaduras a
serem encontradas
foram a da Vida e da
Morte, nenhum corpo
foi achado. Desta
forma novos homens
eram agora donos das
Armaduras da Vida,
Ordem, Água, Ar,
Morte, Caos, Fogo e
Terra. Eram eles
respectivamente
Analfa, HellBastard,
Storm, Mutilador,
Morte, Ikki, Grec e
Right.
Assim terminava uma
nova épica batalha,
uma era manchada
pela ganância dos
homens. Era
impressionante como
Armaduras tão
poderosas não
puderam resistir às
investidas, muitos
anos se passaram até
que se descobrisse o
paradeiro delAs... e
poucas foram as
horas que resistiram
ao poder da raiva e
egoísmo daqueles que
as cobiçavam. Os
novos donos das
Armaduras
rapidamente sumiram
do cenário mundial,
escondendo-se do
público e mantendo
as Armaduras
Elementais
guardadas, uma vez
que eles sabiam que
seriam condenados
por suas atitudes.
Jason British II
decretou estado de
luto em todas as
cidades que o
reconheciam como rei
e passou a ficar
constantemente
desolado... podia-se
perceber que ele já
não estava mais em
condições de
governar todas
àquelas terras sob o
domínio de Britain.
Toda aquela nova
esperança um dia
depositados em seu
novo reino parecia
haver sido destruída
junto com os
cavaleiros
elementais.
Capítulo VI: O
Governo do Caos
O caos toma conta do
mundo, o
desequelíbrio é
causado pela
retirada das
Armaduras Elementais
de seus respectivos
Santuários e a morte
de seus Cavaleiros.
Os vivos e as almas
vagam juntos pelo
mundo que se torna
cada dia mais
insuportável, medo e
desconfiança nunca
foram sentimentos
tão fortes e
enraízados nos
corações das pobres
criaturas que agora
matam umas as outras
devido a insanidade
gerada pela
situação.
No entanto, ainda
existiam homens
capazes de perceber
o que acontecia
neste momento tão
caótico. E eles
sabiam que
encontrariam ajuda
apenas dentre as 3
entidades divinas
criadas por Aniduum:
Zeus, que comanda o
céu e o tempo;
Poseidon,
responsável pelos
mares e oceanos e
Hades, que cuida do
destino das almas
que um dia possuiram
vida. Eles foram
criados com
sentimentos e
fraquezas humanas,
para que não
ocorrese o mesmo que
aconteceu com Deus
Blackthorn. Estes
seres sempre
serviram de guias
para os humanos
sendo um dos últimos
suspiros do Deus
Aniduum. Deve-se
recorrer a eles mais
uma vez.
Existe apenas um
homem capaz de
restaurar a vida no
planeta e unificar
as pessoas que
restaram para
reconstruir uma
verdadeira nova
Britannia, o Lorde
British I. Perante
tal situação em que
Lorde British
encontrava-se morto,
rapidamente os
homens que tentavam
fazer algo para
salvar o mundo
deduziram a quem
deveriam recorrer: o
senhor do mundo dos
mortos, conhecido
como Meikai, o
grande Hades.
Hades tem o poder de
manipular livremente
a vida e a morte de
qualquer ser
inferior a um
semi-deus que ande
pelo mundo. Apesar
de sua fama de
austero e impiedoso,
insensível a preces
ou sacrifícios,
intimidativo e
distante, Hades é um
amante da vida do
planeta e das
criaturas que nele
habitam possuindo um
grande respeito por
elas e algumas vezes
até mesmo atendendo
a seus pedidos de
forma piedosa.
Capítulo VII: O
Reino de Hades
A prova da piedade
de Hades está na
história de um certo
homem chamado
Orpheus. Sua mulher
morrera por causa de
uma mordida de
cobra, Orpheus então
desceu ao Meikai
para implorar a
Hades que fornecesse
vida novamente ao
corpo de sua amada.
Devido às belas
músicas que Orpheus
tocava, Hades
comoveu-se e
deixou-se ser
convencido por ele,
porém impôs uma
condição: no caminho
de sua volta ao
mundo dos vivos,
Orpheus não deveria
olhar para trás em
momento algum. Ao
estarem muito
próximos de seu
destino, Orpheus
acabou desobedecendo
esta condição
levando a uma
segunda morte de sua
esposa. Até hoje ele
fica ao lado de sua
esposa tocando e
cantando belas
canções para sua
amada.
O problema que causa
a intimidação gerada
por Hades é culpa
dos próprios
humanos, pois ao
descobrirem que
Hades era capaz de
manipular a vida, os
homens logo encheram
seus olhos de
ganância e seus
corações com a
vontade de realizar
um velho sonho: a
vida eterna!
Pensando nesta
possibilidade, muito
se estudou sobre o
Meikai, pois os
homens queriam de
alguma forma entrar
vivos lá para
persuadir Hades a
apoiar seus
interesses. Após
entrar no Meikai,
para se chegar à
ilha principal, é
necessário
atravessar o rio
Acheron, e, para
isso é preciso
convencer o condutor
de balsas Charonte a
levá-lo ao outro
lado ou então
aguardar eternamente
por uma outra
oportunidade. Diz a
lenda que Charonte
só transporta os que
lhe pagam a devida
quantia. Existe
também um poderoso
guardião chamado
Cerberus, ele nada
fazia àqueles que
adentravam o mundo
de Hades, mas pobres
as almas e seres que
tentavam sair e por
ele não passavam. Os
irmãos Hypnos e
Thanatos vagam pelo
Meikai também com a
função de vigiá-lo e
protegê-lo, Hypnos
possui poderes
relacionados ao sono
sendo capaz de
colocar qualquer
criatura em estado
de sonolência, e
Thanatos é a própria
personificação da
morte. Talvez um dos
seres mais perigosos
que podemos
encontrar no reino
de Hades seja Cronus,
possuidor de uma
poderosa arma, a
Foice de Adamantine,
ele vaga pelo
Tártaro.
Foram criadas
inúmeras mílicias e
exércitos para
entrar de alguma
forma em Meikai para
forçar Hades a dar
vida eterna ao
homem. Mas é claro
que estes grupos
formados encontraram
um pequeno
problema... não se
entra vivo no Meikai,
pois afinal, o
Meikai é o mundo dos
mortos, as almas das
pessoas que morrem
são levadas ao
Meikai para
receberem seu
julgamento final.
Mas existem formas
de se entrar vivo no
mundo de Hades, para
uma exatidão melhor,
existem duas formas:
Possuir um grande
poder a altura dos
deuses de transceder
suas almas
livremente para
dentro e fora de
seus corpos ou
possuir em seu corpo
um artefato feito
por Hades ou algum
de seus discípulos
diretos, este
artefato protege a
alma e o corpo de
seu usuário. Se
alguém tenta
atravessar um portal
para o Meikai vivo,
sua alma é
rapidamente
arrancada de seu
corpo e ambos se
perdem para sempre,
este poderoso
artefato protege a
pessoa desse
traumático processo.
Como não é
impossível derrotar
um discípulo de
Hades, que são em
sua maioria
semi-deuses, àqueles
que conseguiram um
artefato usando a
força ou, que por
meio de algum
milagre, alcançaram
o estado de
transcedência
espiritual e
chegaram ao Meikai
não conseguiram seu
objetivo principal.
Hades ficou
extramemente
desapontado com tal
egoísmo e petulância
dos homens, que
tentaram forçá-lo a
dar-lhes a vida
eterna, castigando
rapidamente e
indolosamente estes
seres invasores,
pois ainda possuia
piedade e não queria
que eles sofressem
naquele momento,
Hades também julgou
pessoalmente estas
almas, que
geralmente são
julgadas por um dos
3 juízes Minos,
Aeacus ou
Rhadamanthys
mandando-as ao
Tártaro, local de
sofrimento e
punições ou aos
Campos Elísios,
lugar onde se
passava uma
além-vida próspera,
prazerosa e até
mesmo feliz. A única
lição que se tirou
deste episódio foram
relatos dos
invasores que diziam
"Para continuar no
Meikai é necessário
passar pelo teste da
honestidade e não
negar seus erros;
então aqueles que
forem justos consigo
e com seus inimigos
e aqueles que
tiverem honra em sua
vida, seguirão o
caminho certo. OS
que forem apenas
honestos e se
deparam com o caos
acabam sendo
sacrificados
passando pelo
caminho mais árduo.
Os que não souberem
admitir a
honestidade em suas
vidas encontrarão
apenas a morte."
Acredita-se, que o
Meikai encontra-se
próximo ao núcleo do
planeta, e que,
percorrendo longos
labirintos e
cavernas
subterrâneas pode-se
chegar à entrada do
mundo de Hades.
Porém, sua
localização
apresenta mais uma
grande dificuldade
aos seres vivos:
devido a proximidade
do núcleo, o local
desta entrada é
extramemente quente
e habitado somente
por monstros
adaptados a este
calor, fogo e lava
não são raros na
paisagem anterior a
entrada do Meikai.
O nome de Hades
significa "O
Invisível", pois ele
possuia um elmo que
lhe fornecia esta
qualidade, mas uma
vez em um confronto
com mortais ele
perdeu a posse deste
artefato. Hades
também possui outros
nomes, um deles é
Plutão, o Rico. O
caminho dos mortos
possui muitos
tesouros, caso se
consiga atravessá-lo
com vida, até mesmo
Hades pode
distribuir algum
tipo de riquezas se
algum ser for capaz
de agradá-lo. Assim,
mais uma vez
organizaram-se
pequenos exércitos
em busca de uma
entrada para o
Meikai.
Capítulo VIII: A
Restauração da
Esperança
Finalmente um
poderoso guerreiro
chamado Loc
conseguiu derrotar
Hades. O grande
Senhor do Meikai
percebeu que ainda
existia inocência,
bondade e compaixão
no coração dos
humanos, sua
confiança havia sido
reconquistada. E não
havia nada a fazer
fora atender o
pedido desta raça
tão peculiar, mas
Hades percebeu um
problema, ele não
poderia trazer Lorde
British de volta à
vida tão facilmente!
Essa atitude poderia
gerar um caos ainda
maior do que o já
existente no mundo.
Os humanos
intrigados com esta
informação logo se
indagaram como isso
seria possível, uma
vez que Lorde
British era um ser
dotado apenas de uma
pureza inigualável e
de uma bondade
infinita. Hades com
sua enorme sabedoria
e paciência lhes
respondeu que era
exatamente este o
motivo pelo qual
Lorde British
geraria problemas,
ele possuia APENAS
bondade e compaixão!
Nada neste mundo,
melhor dizendo, nada
neste universo
funciona sem
equilíbrio, devido a
Ying e Yang! Este
princípio explica
que tudo funciona
por causa de Ying e
Yang, que são
energias opostas
sempre em movimento,
e seu símbolo indica
esta constante troca
das duas energias.
Ying representa a
escuridão, o frio, a
fraqueza; enquanto
Yang representa o
oposto disso, a luz,
o calor, e a força!
Hades explicou que,
para trazer Lorde
British, que seria
Yang, de volta à
vida, precisaria
trazer também seu
Ying, Lorde
Blackthorn... então
Hades tinha apenas
uma pergunta para os
humanos, se eles
estariam dispostos a
permitir que ambos
fossem trazidos de
volta, ou se
preferiam o mundo
como estava.
Devido a dificuldade
da pergunta, Hades
concedeu uma semana
para que eles
pensasem, ao final
deste período ele os
visitaria em
Britannia para saber
a resposta. Então
desejou sorte e
sabedoria na
escolha!
Hades garantiu que
os homens que ali
estavam retornassem
em segurança para o
mundo dos vivos. No
entanto, estes
homens sentiram-se
simplesmente
perdidos e não
sabiam se deveriam
aceitar que Lorde
Blackthorn também
voltasse a viver, se
realmente aquele
equílibrio do qual
Hades falou era
verdade, mas no fim,
podia haver apenas
uma decisão, a
decisão que muitos
esperavam e temiam
não haver outra
opção. O fato de que
Blackthorn também
deveria retornar não
anulava a grande
necessidade da
presença de British
I em Britannia
novamente, somente
ele poderia
restaurar o que
havia sido perdido,
mas o trabalho seria
mais díficil, pois
além de restaurar
Britannia, British
precisaria conter as
forças de Blackthorn
novamente.
Para surpresa de
Hades, os humanos
haviam tomado uma
decisão antes do
tempo, uma decisão
que se esperava ser
a melhor e mais
sábia, pois não foi
fácil escolhê-la.
Então, quando chegou
o sétimo dia após a
batalha com Hades,
ele os visitou no
castelo de Lorde
British
dizendo-lhes:
- Muito bem, eu já
sei qual a escolha
de vocês, e gostaria
de dizer que fiquei
surpreso com a
velocidade em que
vocês decidiram, mas
mesmo assim, preciso
ouvir de vocês o que
devo fazer.
Os homens ali
presentes
olharam-se, um deles
deu alguns passos a
frente,
ajoelhando-se disse:
- Senhor Hades, nós
suplicamo-lhe com
humildade que traga
duas almas de volta,
almas que foram para
o seu mundo e lá
descansam uma nos
Campos Elísios e
outra no Tártaro,
leve estas almas de
volta a seus corpos
e tragá-lhes de
volta à vida, as
almas de Lorde
British e Lorde
Blackthorn.
- Tudo bem, que
assim seja feito
então. Ao fim do
dia, estes dois
seres estarão
andando por
Britannia novamente,
e trarão o
equilíbrio de volta
ao mundo em seu
devido tempo. Boa
sorte mortais! -
Replicou Hades.
E desta forma, como
prometido por Hades,
British e Blackthorn
voltaram a viver!
Ambos estranharam e
sentiram-se
perdidos, mas logo
foram acolhidos por
seus respectivos
seguidores que
explicaram o que
acontera, e
rapidamente
retornaram a suas
atividades normais.
Lorde British, junto
de seu filho que
agora estava muito
feliz, começou a
cuidar da
restauração, e Lorde
Blackthorn iniciou a
reconstrução de seu
império. Assim, mais
uma era chega ao fim
na história do mundo
e uma nova começa, a
Era da Restauração,
onde British tenta
recompor Britannia,
e Blackthorn vaga
livre reunindo seus
seguidores. Mais uma
vez, esperava-se um
futuro promissor
para esta Era da
Restauração,
ressurgindo a
esperança de
Britannia. |
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