Capítulo I: Gênese
Houve uma época em
que Sosaria era
apenas uma terra
virgem, onde o deus
Aniduum vagava com
desgosto, pois lá
nada existia! Então,
em um momento de
inspiração Aniduum
se utiliza de seu
infinito poder e
começa a alterar a
paisagem de Sosaria,
fazendo com que
passasse a existir
algo que pudesse ser
chamado de paisagem.
Surgiram assim
oceanos, montanhas,
grande pedaços de
terra, árvores e
plantas.
Mas Aniduum pensou
que aquilo não era
suficiente para
preencher o antigo
vazio, era
necessário seres
vivos e capazes de
interagir uns com os
outros e com toda
aquela paisagem.
Desta forma ele
criou as mais
variadas criaturas,
algumas que sabiam
voar, outras que
conseguiam
permanecer muito
tempo em baixo
d'água, até mesmo
umas que nem podiam
sair de dentro
dela... e assim
chamou os seres
deste vasto grupo de
animais!
Agora, tudo parecia
perfeito e Aniduum
sentiu-se muito
satisfeito por
algumas centenas de
anos. Até que chegou
o momento que ele
percebeu faltar
algo... aquelas
belas criaturas
corriam, nadavam e
voavam livremente
por Sosaria, algumas
formavam pequenas
comunidades, outras
circulavam
solitárias mas todas
eram parte de uma
beleza inigualável!
Aniduum precisava de
alguém ao seu lado
que pudesse pensar
como ele, que
compartilha-se de
seus grandes
racocínio e
inteligência.
Então, Aniduum
esforçando-se mais
do que em qualquer
outro momento foi
capaz de dividir seu
poder em dois e dar
vida a sua maior
criação, um ser de
infinita fidalguia
que recebeu o nome
de Nobleheart, em um
gesto de total
confiança Aniduum
proveu Nobleheart
com o maior dos bens
que um ser pode
possuir, o livre
arbítrio.
A partir daí,
Aniduum e Nobleheart,
que agora
consideravam-se
irmãos, conviveram
em enorme alegria
por milhares de
anos. Estes seres
divinos utilizavam
em comunhão o grande
poder que possuiam e
Sosaria tornava-se
cada vez mais bela e
povoada de
maravilhas. No
entanto, Aniduum
continuava com a
sensação de que
faltava algo muito
importante, e após
muito tempo de
reflexão ele
percebera o que
faltava em Sosaria:
criaturas dotadas de
superior
inteligência que
pudessem desfrutar
tudo o que fora
gerado, e em mais um
instante de enorme
inspiração Aniduum
concebeu o que viria
a ser sua mais amada
criação: os humanos.
Finalizando assim a
Era da Gênese que
durou cerca de 6
milhares de anos.
Capítulo II: Morphosis
Uma nova era
iniciou-se marcada
pelo ciúme.
Nobleheart sentia-se
injustiçado pois
após todo seu
esforço e tudo o que
ele fizera, Aniduum
preferiu criar um
novo ser muito
inferior em poder,
ao qual dedicava
agora todo o seu
tempo.
Nobleheart tomado
daquele estranho
sentimento não mais
gerava florestas e
campos verdes, seu
poder era o causador
do surgimento de
crateras que
permitiam as rochas
liquídas do centro
de Sosaria chegar a
superfície, enormes
cavernas mofadas e
escuras passaram a
servir de moradia
para novos animais
grotescos e
bizarros... tudo
isso para chamar a
atenção de seu amado
irmão. Anidumm
tentava ageitar toda
aquela balbúrdia que
Nobleheart causava,
no entanto seus
poderes eram
equiparados e novos
locais obscuros não
cessavam em
aparecer.
Então os primeiros
séculos dos humanos
foram marcados pelas
constantes mudanças
nas paisagens de
Sosaria, eles
chamaram esta época
como a Era
metamórfica. Em
questão de dias
montes verdes se
transformavam em
picos negros e o
coração de
Nobleheart também se
alterava conforme
seu ódio pelos
humanos crescia.
Nobleheart percebeu
que eles tinham uma
enorme capacidade de
adaptação e que
mesmo com todas as
alterações os filhos
de Aniduum
sobreviviam e não se
deixavam intimidar.
Aniduum extramemente
orgulhoso de sua
criação também não
se intimidava com as
atitudes de seu
antigo amigo. Foi
assim que Nobleheart
também teve seu
momento de
inspiração e criou
uma nova raça
pensante que pudesse
se opor aos humanos
e um dia pudessem
vir a tomar seu
lugar em Sosaria,
eram os orcs.
Houve então uma
acirrada discussão
entre Nobleheart e
Aniduum, que
condenou a última
atitude de seu
irmão. Finalmente os
dois seres deixaram
de conviver juntos
em sua morada nos
céus e Nobleheart
fez das profundezas
de Sosaria sua nova
residência. Ainda
esbanjando muito
poder e criatividade
Nobleheart fez novos
seres para proteger
seu castelo,
poderosos demônios
alcunhados de
Balrons. Os
primeiros a serem
criados seriam
conhecidos mais
tarde como os
Ancient Balrons, os
mais poderosos de
todos.
Durante muito tempo
os humanos não mais
foram atormentados,
ao mesmo passo em
que os orcs se
desenvolviam e se
multiplicavam.
Aniduum acreditava
que Nobleheart não
estava mais tomado
pela insanidade e
também descansou em
sua morada
observando Sosaria
de longe. Foi
durante esta
pacífica época que
os humanos se
espalharam nos mais
diversos terrenos,
diz-se até que foram
por causa deles que
uma nova raça
pensante havia
surgido, os elfos.
Em certos ambientes
nasciam humanos com
características
diferentes e junto
da influência mágica
nasciam estes seres
chamados elfos. Logo
as duas raças se
separaram e seguiram
caminhos diferentes,
os elfos se auto
consideravam uma
evolução dos
humanos, pois sua
sabedoria era enorme
e eles eram um povo
muito mais pacífico,
eles permaneceram
neutros e tardaria
até que eles
aparecessem
novamente na
história de Sosaria
e fizessem parte
dela.
Enquanto isso, o
poderoso irmão de
Aniduum estava
povoando cavernas e
pântanos com
criaturas maléficas
como cyclops, homens
lagarto, entre
outros.
Os humanos, por
serem mais
inteligentes e
desenvolvidos
estavam em vantagem
nos pequenos focos
bélicos que surgiam
contra os orcs por
toda Sosaria, tendo
noção desta
desvantagem
Nobleheart gasta um
enorme poder fazendo
surgir a mais
inteligente, ágil e
feroz criatura
jamais vista em toda
Sosaria: os dragões.
Marcando assim, a
completa metamorfose
do antes nobre
coração no mais
obscuro de todos
finalizando mais uma
era.
Capítulo III: A Era
dos Dragões
Estes novos seres
mudaram a história
de Sosaria e em seus
corpos mágicos eles
destruiam todos os
locais por onde
passavam e dizimavam
os humanos que
encontravam.
Aniduum ficou
impressionado com a
perfeição dos
dragões e não tinha
mais forças para
contrapô-los.
Resolveu então
utilizar a grande
inteligência deles
em seu favor e o
mais poderoso de
todos os dragões,
Granamir, percebeu a
loucura de
Nobleheart e se
juntou à causa de
Aniduum. Junto de
Granamir vieram
diversos dragões
desertores e com
isso iniciou-se a
Era dos dragões
marcada por batalhas
épicas que afetaram
imensamente toda
Sosaria.
Muitos humanos e
orcs se
especializaram em
batalhar contra
estes seres, várias
vidas foram perdidas
quando ocorriam
combates entre estas
raças. No entanto,
diversos humanos
foram bem sucedidos
em desenvolver a
caça de dragões e
eles ajudavam os
seguidores de
Granamir, alguns
orcs também foram
capazes de se
organizar em grupos
e matavam aqueles
que apoiavam
Granamir.
Existia entre os
humanos uma lenda de
um dragão especial e
muito poderoso, ele
era até mesmo
considerado uma
aberração e era de
conhecimento de
todos que incitar
este dragão era um
erro, do qual se
comete apenas uma
vez.
Nas profundezas da
Caverna de Fogo
existia uma passagem
mítica, que levaria
ao encontro do
dragão que alguns
ousavam dizer ser
mais forte que
Granamir. Logo após
esta passagem, havia
um sumptuoso e
macabro túmulo onde
vagavam esqueletos
humanos.
A lenda diz que
nunca nenhum
aventureiro foi
capaz de sequer
enconstar em tal
dragão, conhecido
como o Dragão de
Magma, mas a maior
parte dos que
tentavam
confrontá-lo morriam
antes mesmo de se
deparar com ele,
pois o enorme calor
do local era mais do
que um humano
consegue suportar.
Mesmo com todo este
conhecimento, isso
não é o que mais
assustava os
humanos, mas sim uma
estranha e única
habilidade que o
Dragão de Magma
possuía. Ele era
capaz de se
movimentar
livremente sob o
solo, com uma
fantástica agilidade
e como se fizesse
parte mesmo.
Dois poderosos
guerreiros treinados
desde sua infância
para derrotar
dragões resolveram
sair em busca do
Dragão de Magma
querendo derrotá-lo
e ao mesmo tempo
adquirir suas
riquezas e colaborar
com Granamir, a
insistência e
orgulho deles não
permitiu que eles
pedissem ajuda a
nenhum outro dragão.
Assim Ratão e Death
seguiram bravamente
para a Caverna de
Fogo. Aonde quer que
eles fossem era
possível escutar os
ruídos do dragão, e
quanto mais eles
procuravam a
passagem maior era o
calor. Destruir os
monstros inferiores
do local foi de
relativa facilidade
mas eles não
encontravam a
passagem. Depois de
horas de procura e
após terem eliminado
todos os seres
maléficos Death
encontrara algo
enquanto Ratão
estava absorto.
Death ao lado de seu
companheiro aponta
para uma runa presa
ao centro da cabeça
de uma estátua de um
dragão. Parecia que
eles haviam
encontrado a
passagem e por
alguns instantes
hesitaram em
continuar, pois não
seria possível abrir
um portal mágico a
partir daquela runa...
se quisessem
continuar teriam a
oportunidade apenas
de ir! Então ambos
decidiram usar suas
habilidades de se
transportar através
de runas mágicas,
eles chegaram até
ali e não viam
motivos para
retornar.
Ao chegarem no
destino da runa, era
possível escutar a
respiração do Dragão
de Magma. Após
alguns passos eles
avistaram um templo
macabro e o cheiro
era terrível,
carniças e
esqueletos humanos
estavam por toda a
parte. Conforme se
aproximavam do
templo o calor
aumentava
imensamente e os
dois guerreiros
decidiram retirar
suas armaduras e uma
parte do peso que
carregavam, seguiram
o corredor que
ficava cada vez mais
escuro de encontro
ao dragão. Após uma
longa caminhada foi
possível avistar uma
luz, Death e Ratão
perceberam que a
única luminosidade
do local era emanada
pelo próprio Dragão
de Magma.
O dragão se aproxima
dos aventureiros que
se assutam com a
terrível aparência
dele. Ele era muito
alto e magro e suas
escamas pareciam
brasas
incandescentes, como
o magma de um
vulcão. Podia-se
notar que em suas
veias corriam
fluídos de rocha.
Death e Ratão por um
momento hesitaram em
batalhar, os três
permaneceram
estáticos por alguns
minutos, em seguida
os aventureiros
equiparam suas
poderosas armas
forjadas a partir do
mytheril e começaram
uma longa luta com
aquele dragão. Ele
desviava com grande
velocidade de todos
os golpes e tiros
que Ratão e Death
desferiam, o dragão
constantemente
mergulhava no solo e
em seguida
reaparecia e nem
mesmo as armadilhas
colocadas pelos
guerreiros eram
capazes de ferí-lo.
A luta permaneceu
desta forma por
algumas horas até
que em certo momento
o Dragão de Magma se
cansou do que para
ele era apenas uma
brincadeira e deu um
mergulho. Ele
ressurgiu em baixo
de Death o segurou
com suas garras
envoltas em chamas,
queimando todo o
corpo de Death.
Em um momento de
descontrole vendo
seu amigo prestes a
ser morto, Ratão
invoca a mais
poderosa magia que
possui perdendo a
consciência de quem
é seu oponente. O
grande fogo invocado
por todas as
energias de Ratão
surpreendentemente
foi capaz de ferir o
Dragão de Magma que
soltou Death!
Começou assim uma
estranha reação
entre a magia de
Ratão e o corpo do
dragão, que mais uma
vez mergulhou no
solo e tentava
escapar da morte,
pois ele sentia que
seu corpo estava
começando a se
tornar mais rígido e
seu sangue estava se
solidificando! Mas a
reação continuava e
nem mesmo o enorme
calor do centro de
Sosaria era capaz de
salvar o Dragão de
Magma. O encontro do
magma de Sosaria com
o corpo do dragão e
a magia de Ratão
resultou na expansão
da reação que estava
acontecendo, e assim
surgiu um novo metal
que se espalhou por
todo o mundo.
A partir deste dia,
humanos e orcs
começaram a
encontrar este novo
material em suas
minas, e conhecendo
a lenda dos
aventureiros Ratão e
Death passaram a
chamar aquele metal
de magma, mas
poderoso até mesmo
que o mytheril.
Esta foi a maior
influência que
ocorreu na Era dos
dragões, e agora os
humanos e orcs de
classes mais
elevadas possuíam os
melhores
equipamentos, e as
guerras entre as
raças tornava-se
mais intensa.
Continuavam também
os conflitos entre
os dragões
seguidores de
Nobleheart e os que
apoiavam Aniduum.
Durando algumas
centenas de anos, a
guerra favoreceu o
segundo grupo, assim
todos os dragões
sobreviventes se
isolaram em cavernas
aguardando uma
próxima era.
Capítulo IV: Blackthorn e British
Aniduum mais uma vez
havia prevalecido
sobre Nobleheart que
já expurgara
qualquer sentimento
de bondade e de
gratidão em seu
coração, que agora
negro, frio e
pontiagudo como um
espinho. E depois da
Era dos dragões
Noblheart passou a
se chamar Blackthorn
e jurou destruir
tudo o que Anidumm
criou, em especial
os humanos.
Blackthorn recomeçou
a erguer exércitos e
reunir alguns
dragões. Mas agora,
mais experiente,
Blackthorn sabia que
o coração dos
humanos era
facilmente
corruptível. Então,
até mesmo alguns
humanos já adoravam
o deus Blackthorn, e
o tinham como o
único deus.
Enquanto isso,
Aniduum precisava de
toda a ajuda
possível para
reestabelecer a
ordem em Sosaria e
assim gerou mais
três entidades
divinas diminuindo
ainda mais seu poder
devido ao grande
esforço necessário.
Estas três entidades
seriam responsáveis
pela manutenção de
Sosaria: uma pelos
oceanos e suas
criaturas; outra
pelos que habitam a
terra e nela
caminham, também as
que voam sobre ela;
e uma terceira
entidade que daria
julgamento e destino
às almas dos pobres
seres que perdiam
suas vidas todos os
dias em confrontos
sem sentido. Os três
são respectivamente
Poseidon, Zeus e
Hades.
Havia uma pequena
cidade sem lei onde
habitava um
implacável
assassino, chamado
Loky. Ele era um dos
humanos que adoravam
Blackthorn e estava
a frente de seus
seguidores em
Sosaria, seu
fanatismo e devoção
chamou a atenção de
seu deus que lhe
concedeu idade
imutável e a
capacidade de
controlar diversas
criaturas bizarras.
Assim Loky era agora
dono de um grande
poder e começou a
ser conhecido como o
próprio Blackthorn,
recebendo o título
de Lorde.
Em meio às lutas
desesperadoras que
estavam sendo
travadas em Sosaria,
em que Lorde
Blackthorn comandava
sem piededa os
exércitos de humanos
e orcs surgiu um
jovem paladino de
bravura
incomensurável
adorador de Aniduum
que, ao contrário de
muitos, resistia com
grande coragem e
nunca fugia de uma
batalha. Este
paladino, chamado
Jason British, fazia
parte do exército da
cidade capital Agnul
que graças a ele foi
capaz de resistir
por muitos meses as
investidas de Lorde
Blackthorn, que por
sua vez teve que
recuar.
Filho de servos
pobres, Jason
British aprendeu
tudo o que sabia
sendo escudeiro dos
nobres, que agora se
escondiam enquanto o
menino de apenas 15
anos fazia frente ao
poderoso exército
negro. Sua liderança
nata e sua coragem
inspiravam seus
companheiros, e até
mesmo as grandes
patentes do exército
de Agnul tinham
grande respeito por
Jason que viria a
receber o título de
Lorde.
Após o recuo das
forças de Lorde
Blackthorne, Aniduum
o reconheçeu como
messias e herói,
digno de ser Rei,
oferecendo-o o mesmo
poder de Lorde
Blackthorne para que
Jason pudesse assim
equiparar suas
forças com o seu
inimigo. Assim,
Jason, também com
idade imutável,
passou a ser
conhecido como Lorde
British começando
seu reinado sob a
luz da esperança. Os
humanos, nesta Era
da Esperança, viam
em Lorde British a
única possibilidade
de salvar Sosaria e
assim, em homenagem
ao seu governante
foi proposta a
mudança do nome da
capital Agnul para
Britain.
Capítulo V: Os
Cavaleiros do
Apocalipse
O Deus Blackthorn
sabia que não mais
conseguiria derrotar
seu irmão em
combates entre eles
ou entre os seres
criados por ambos.
Ele tinha noção
exata de seu poder e
mesmo com Lorde
Blackthorn
comandando o lado
negro de Sosaria era
necessário algo
mais, Deus
Blackthorn precisava
achar uma maneira de
derrotar Aniduum.
Ele procurou a força
para sobrepujar seu
criador nos únicos
seres dos quais
Aniduum não tinha
controle, pois
diziam respeito às
próprias fundações
da existência: os
elementais. Deus
Blackthorn deveria
se apressar, pois
Aniduum logo
descobriria.
Enquanto isso a
cidade de Britain
evoluia, sob o
reinado carismático
e inteligente de
Lorde British, assim
como Sosaria.
Cidades como Minoc,
localizada no lugar
de um antigo
vilarejo chamado
Kendamin, trazia
muitos forasteiros
devido às suas
riquezas; os magos
reservaram uma
cidade insular cujo
brilho da lua a
tocava de forma
mágica, assim a
antiga região
Litúnia fora chamada
de Moonglow;
Reportunus que teve
seu nome mudado para
Vesper é conhecida
hoje por seu seus
brilhantes
alquimistas; Insagne
que foi renomeada
para Trinsic é hoje
a cidade onde estão
muitos comerciantes
e feiras; além de
Dualahas que se
tornou Skara Brae;
Camparto agora era
Yew; Ignude passou a
se chamar Mangincia;
Romaic foi
rebatizada como
Jehlom e Ocllo,
antigamente Oldin,
são a prova desta
evolução e
representavam também
uma nova esperança
do povo, que
renomeou suas
cidades em busca de
novos tempos.
Mesmo assim, como em
todos os reinos,
havia ladrões e
assassinos e então
pequenos grupos
começaram a se
organizar fundando
diversas guildas que
viriam a ser
famosas, algumas
como CGM, Facção, BD,
Unnameds, Sod e CdS.
Mas esta Era da
Esperança estava
prestes a
terminar... o terror
viria tomar conta do
mundo como nunca
antes! Em sua
fortaleza, Agband,
Deus Blackthorne
realizava sua maior
criação. Ele colocou
toda sua maldade e
poder em quatro
artefatos mágicos.
Utilizando o
elemental do fogo e
da terra e extraindo
a essência do caos e
da morte Deus
Blackthorne foi
capaz de criar
quatro Armaduras
Elementais, cujos
poderes eram
inimagináveis aos
humanos com magias
comparadas somente a
dos deuses. E como
donos destas
Armaduras ele
escolheu os melhores
entre os mais
insatisfeitos com o
reinado de Lorde
British, os mais
revoltados e
poderesos humanos
transformando-os em
semi-deuses.
Para o mais poderoso
da guilda BD, um
cavaleiro chamado
Ghost foi entregue a
Armadura do Fogo. O
mestre da guilda
Unnameds, Kung Lao,
recebeu a Armadura
do Caos. Espectro,
líder da guilda SoD
foi presenteado com
a Armadura da Terra.
Por fim, a Armadura
da Morte ficou sob a
posse de seu mais
poderoso filho,
Lorde Blackthorn.
Estes quatro
terríveis
guerreiros, agora
chamados de
Cavaleiros do
Apocalipse iniciavam
a Era Apocalíptica,
os arautos de Deus
Blackthorn caíram
como pragas em uma
Sosaria
desprotegida. As
Armaduras da Terra e
do Fogo faziam
estragos
incomensuráveis,
enquanto a do Caos
trazia a loucura
para os corações dos
homens bons e
finalmente a da
Morte lhes tirava o
que restava de suas
pobres vidas. Nem
mesmo Lorde British
estava conseguindo
conter o poder das
Armaduras Elementais,
ele próprio já
estava muito ferido
para lutar e em uma
última prece para
seu Deus Aniduum ele
pediu para livrar o
povo de mais esse
mal.
Capítulo VI: A Lenda
Nasce
Em seu leito de
morte, Jason British
sente-se erguido por
uma luz brilhante,
como em um sonho ele
se vê deitado e à
sua frente um
majestoso trono onde
se encontra o Deus
Aniduum.
- Pai! - Diz Jason.
- Guarde suas forças
meu filho, você irá
precisar! Eu lhe
trouxe aqui para
passar uma última
tarefa. - Diz
Aniduum.
- Sim, meu pai...
- Meu irmão
Blackthorn está
descontrolado, usou
a própria essência
de seu ser para
criar artefatos
poderosíssimos,
desta forma ele
causou um total
desequilíbrio em
nosso mundo! Terei
que usar o restante
de meu poder para
mantê-lo longe de
Sosaria para sempre,
e assim evitar que
ele e sua maldade
destruam tudo de
belo que os homens
criaram.
- Entendo, mas
pai... as forças de
Deus Blackthorn são
enormes, irei
sucumbir brevemente!
- Por isso - diz
Aniduum - vou usar
minhas últimas
forças para criar
mais quatro
Armaduras, para que
você possa combater
Lorde Blackthorne e
vencê-lo.
- Sim meu pai! Se
este é seu desejo o
apoiarei até o fim
de minha vida!
Então, Deus Aniduum
utilizando todo o
seu poder e
arriscando o colapso
de todo o universo
cria outras quatro
Armaduras Elementais,
com as mesmas
qualidades das
criadas por Deus
Blackthorn. Foram
utilizados os
elementais do Ar e
da Água, e da Ordem
e da Vida foi de
onde ele buscou a
essência necessária.
- Vá meu filho, e
escolha de forma
sábia seus
companheiros nessa
última batalha.
- Pela minha vida e
de meu povo, prometo
que não falharei!
Em um piscar de
olhos, Lorde British
encontrava-se
vestido com a
Armadura da Vida e
as outras três
armaduras ao seu
redor. Ele
ajoelhou-se e rezou
mais uma vez. Nunca
mais viu-se ou
ouviu-se falar de
Aniduum, assim como
o Deus Blackthorn.
Alguns dizem que que
Aniduum sustenta o
universo para que
este não entre em
colapso mantendo
Deus Blackthorn
preso em um buraco
negro.
Jason British
escolhe os três
líderes de suas
tropas de elite, a
CdS, CGM e Facção.
HellBastard recebe a
Armadura da Ordem.
Ao Sr. Craice é
confiada a Armadura
da Água. Finalmente,
a Armadura do Ar
fica sob os cuidados
de Damiani.
Assim, dando
continuidade a Era
Apocalíptica,
começava a lendária
Guerra das Armaduras
Elementais.
Capítulo VII:
Apocalipse, o Fim
dos Tempos
Os anos que se
seguiram foram
negros, enquanto a
população tentava
viver suas vidas,
uma guerra entre
elementais sacudia
os pilares de
Sosaria. Ghost fazia
vulcões entrarem em
erupção causando
milhares de mortes,
enquanto Sr. Craice
criava enchentes
para deter a
progressão da lava.
Geralmente montanhas
eram criadas e
tornados invadiam
cidades quando
Espectro e Damiani
se enfrentavam.
O mundo estava
virando pelo avesso,
enquanto o Caos e a
Ordem se alternavam
no poder e a
infinita batalha
entre a Vida e a
Morte continuava.
Em meio a todo o
tormento, guildas de
assassinos apoiavam
os Cavaleiros do
Apocalipse e
contribuíam para o
terror que assolava
Sosaria.
Mas as elites de
Britain com forças
de seus próprios
cavaleiros
restauravam a paz e
a ordem quando
passavam pelos
locais atingidos
pela Guerra e assim
também surgiam
muitas guildas que
apoiavam Lorde
British.
Estes foram tempos
sombrios em que
batalhas homéricas
deixariam marcas por
muitos séculos.
Assim a Guerra não
tinha trégua, quando
soldados dos dois
lados se degladiavam
por toda Sosaria, em
todo local se via
alguém lutando
contra outro de
ideologia oposta. As
guildas jogavam suas
melhores fichas e as
batalhas eram
deveras sangrentas.
Esta foi a mais
intensa fase de toda
a história, alguns
dizem que lendas
foram criadas nestes
tempos, e que
verdadeiros heróis
surgiram, de
qualquer forma foi a
mais famosa parte da
história de Sosaria,
e são poucos os que
viveram essa época
que sabem e
compreendem tudo
isso, quando guildas
eram guildas e não
apenas um amontoado
de gente.
No final as alianças
forma desfeitas,
umas mudando de lado
e outras saindo da
Guerra. Mas a
batalha já se
estendia por longos
anos e Sosaria já
não mais suportava o
conflito. E foi nos
pântanos de Trinsic
que a existência
cobrou seu preço
pelos poderes das
Armaduras.
A primeira e única
vez que os oito
Cavaleiros travaram
uma batalha juntos e
ao mesmo tempo, a
terra tremeu, o ar
ficou rarefeito, o
sol sumiu ficou
escondido por causa
da névoa, a
respiração era
difícil, peixes
morriam e uma sombra
cobriu Britannia.
Houve uma grande
explosão, vista e
ouvida em todos os
cantos do mundo. |