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Biografia |
British, Caminho
para a Ordem:
Nasci em meio a
pobres servos na
capital Agnul, em
uma época que ainda
não existia um poder
centralizado. Muito
cedo aprendi os
ofícios de minha
família e ajudava
meu pai na confecção
de armas e armaduras
para o humilde
exército da cidade.
Foi este ofício que
me aproximou dos
nobres, pois eu me
tornara escudeiro
deles.
Esta aproximação com
os nobres me deu a
oportunidade de
adquirir grande
cultura, e foi assim
que aprendi sobre
Deus Aniduum e desde
então o venero.
Aprendi também o
princípio das oito
virtudes e o tomei
como filosofia.
Minhas habilidades
de luta e minhas
crenças religiosas
levaram as pessoas a
me considerarem um
jovem, espirituoso e
promissor paladino.
Desde que consigo
recordar eu tenho
conhecimento do
terror espalhado por
Deus Blackthorn, e
as loucuras que Loky,
seu mais fiél
seguidor, era capaz.
Eu não conseguia
entender como aquele
homem era tão frio e
cruel, não possuindo
nenhum amor por seus
semelhantes. Não
tardou até que Loky
ficasse conhecido
como o próprio
Blackthorn, dada sua
natureza destrutiva.
Diversas cidades
sucumbiam ao grande
poder do exército
negro com Lorde
Blackthorn e seu
Deus a sua frente.
Logo os nobres de
Agnul perceberam ser
uma vítima em
potencial, uma vez
que nossa cidade,
apesar de humilde,
era uma das mais
desenvolvidas onde
concentravam-se
diversos membros da
nobreza, e suas
riquezas, de Sosaria.
Então, os ricos
cidadãos e mais
famosos guerreiros
esconderam-se com
medo da ameaça...
abominei aquela
atitude e a falta
total de compaixão
me deixou com tanta
raiva que decidi me
juntar ao exército.
Participei de alguns
pequenos conflitos e
assim passei a
conhecer quase os
todos os meus
companheiros,
tentando ajudá-los
em suas dificuldades
e necessidades. Até
mesmo treinei muitos
novatos no exército,
que mesmo sendo mais
velhos do que eu não
conheciam o campo de
batalha. Foi desta
forma que o exército
de Agnul começou a
me tomar como
referência e logo em
seguida, como líder.
Chegou então o dia
fatídico do exército
negro! Finalmente eu
e meus colegas nos
deparamos com o
verdadeiro comando
daquela grande
ameaça... e neste
dia a guerra sem
sentido teve sua
reviravolta. Já com
a patente de capitão
eu liderei um grupo
na longa batalha e
fomos os
responsáveis pela
vitória de Agnul
sobre as forças de
Blackthorn, que
tiveram que recuar.
Graças a este
acontecimento, a
cidade me reconheceu
como seu verdadeiro
herói e me concedeu
o título de Lorde.
Mas a maior benção
de todas viria logo
em seguida, quando o
próprio Deus Aniduum
reconheceu minha
liderança nata,
tomando-me como
verdadeiro messias e
rei de Sosaria.
Então meu adorado
Deus Aniduum me
forneceu poderes
semelhantes ao de
Lorde Blackthorne e
foi assim que meu
reinado começou.
Meus seguidores, com
grande esperança me
prestaram a maior
homenagem possível,
Agnul fora renomeada
para Britain, uma
derivação do nome de
minha família
British.
Passamos um certo
tempo
reestabelecendo a
destruição de Deus
Blackthorn até que
surgiram as
Armaduras Elementais
e todo o seu
rebuliço que causou
trepidações por todo
o mundo. A Guerra
Elemental resultou
nas mortes minha de
Lorde Blackthorn,
Deus Aniduum e Deus
Blackthorn também
desapareceram na
imensidão dos céus e
nada se sabe sobre
eles até hoje.
Felizmente, meus
sábios seguidores
recorreram a ajuda
de Hades que me
trouxe, junto de
Blackthorn, à vida
para restaurar o
equílibrio de
Sosaria, agora
chamada de Britannia.
Meu filho permaneceu
no poder durante
este tempo em que
fiquei ausente.
Então nesta nova era
de reconstrução eu
pude analisar melhor
o comportamento
humano... eu via que
muitas pessoas não
possuiam nenhuma
cultura e lhes
faltava uma figura
paterna. Devido a
falta de informações
e educação destes
pobres seres eles
acabavam cometendo
atrocidades ou então
não aproveitavam ao
máximo seu
potencial.
Durante esta época
sem guerras eu pude
perceber o motivo
maior pelo qual Deus
Aniduum depositou
sua total confiança
em mim. Era meu
dever mostrar o
caminho para as
almas perdidas e
assim ensinar-lhes a
viver suas vidas ao
máximo. Para conter
o avanço de
criminosos tive de
instaurar a lei da
Nova Ordem, pois eu
e meus seguidores
havíamos recebido a
benção de uma visão
única; nós somos
completamente
capazes de
identificar o mal e
eliminá-lo de
Britannia, era nosso
dever passar nossos
conhecimentos para
toda a população.
Lorde Blackthorn,
agora um homem muito
mais pacífico e
culto, se opôs
completamente a
minha lei... eu não
esperava seu apoio
de qualquer forma, e
aquele novo
diplomata fez sua
própria lei,
atraindo assim
diversos humanos
para sua causa, a
Virtude do Caos.
Hoje me encontro
entre outros três
grande líderes, cada
um com seus ideais.
Somos sábios para
evitar conflitos
desnecessários e
diretos, pois
sabemos que todos
temos muita força.
No entanto, certas
ocasiões foram
inevitáveis e eu até
mesmo perdi amigos
próximos em batalhas
tolas. Eu rezo todos
os dias para que
Blackthorn, Elén e
Acanthus encontrem
seus caminhos na
luz, e não gostaria
de lhes mostrar esse
caminho com minha
espada e meu escudo.
Blackthorn, Livre
Arbítrio:
Eu me chamava Loky,
nascido na cidade de
Serpent's Hold, mas
passei grande parte
de minha vida em
Cove. Lá era um
local onde eu
conseguia canalisar
toda minha raiva e
meu instinto
destrutivo. Vim de
uma família normal e
humilde, eu tinha
tudo para ser apenas
um habitante comum.
Até hoje não entendo
o que me levou à
vida de implacável
assassino, talvez eu
tenha me maravilhado
pelos poderes do
Deus Blackthorn e o
apoiava.
Minha adoração para
com esse Deus
representava uma
vontade de possuir
poder semelhante...
e assim o consegui.
Aquele Deus viu em
mim um potencial
para utilizar sua
influência em
Sosaria, e assim eu
segui sua vontade e
muitos outros
adoradores
rapidamente se
juntaram a mim.
Seguiu-se então
muitos anos de
conflitos onde eu
levava enorme
vantagem por ter um
exército em meu
comando. No entanto,
surgiu um jovem
arrogante em Agnul e
ele acabou por
reunir seu próprio
exército a frente da
capital. Para piorar
a situação, Aniduum
lhe forneceu poderes
semelhantes aos
meus... então talvez
por desespero de um
povo sem esparança,
um verdadeiro
milagre aconteceu e
eu tive de recuar da
batalha. Felizmente
meu grande mestre
ainda tinha um plano
perfeito, e assim
criou as Armaduras
Elementais e assim
eu passei a liderar
os Cavaleiros do
Apocalipse e nenhum
exército existente
era capaz de se opor
a nossos poderes.
Mais uma vez Aniduum
copiou meu mestre,
era claro que a
criatura havia
superado seu
criador... surgiram
os próprios
cavaleiros
elementais liderados
por British e mais
uma vez entramos em
inúmeros conflitos,
levando-os a nossa
morte e ao
desaparecimento de
nossos Deuses.
A partir desse
momento eu comecei a
perceber que já não
era o vigoroso jovem
cuja força era
inigualável por toda
Britannia, quando
ressucitei a mando
dos seguidores de
British fiquei muito
furioso, pois havia
sido salvo por meus
inimigos.
Me recolhi à minha
cidade natal e tanto
eu quanto British
evitamos conflitos
desnecessários a
partir desse dia,
lamentei imensamente
a perda de minha
Armadura Elemental e
via que meus poderes
estavam muito
reduzidos, meu povo
desamparado e
British esbanjando
arrogância por toda
Britannia.
O tolo adorador de
Aniduum acredita ser
o dono da verdade, e
acha que possui mais
experiência de vida
do que qualquer um.
Seus mais fiéis
guerreiros e
conselheiros pensam
da mesma forma e
todos possuem a
crença de que podem
dizer aos outros
como viver.
Por fim, British
inventou a maior
besteira que já vi
em minha vida, a
maldita lei da Nova
Ordem. Essa foi a
maior injustiça
cometida contra a
liberdade de
expressão e
pensamento. Abominei
tal atitude e também
perdi diversos
homens para esse
pensamento estúpido,
então fui obrigado a
não mais me segurar
e lancei a Virtude
do Caos.
Todo homem deve ter
o direito de decidir
o que fazer com sua
vida, e ele decidirá
o que é certo e
errado de acordo com
a sua situação e
como lhe for
conveniente. Ao
determinar um
objetivo, o homem
deve escolher os
meios que forem
necessários e
seguí-los até o fim,
para mim isso é a
honra que alguém
pode ter pois alguém
que tem medo de
conseguir o que quer
está traindo a si
próprio com desonra.
Acanthus, Ideologia
de um Animal:
Grande parte de
minha infância me
escapa a memória,
provavelmente devido
aos horrores que vi
em minha cidade
natal, Nujel'm,
aonde seres dementes
chamados de lordes
destruíam a bela
natureza para erguer
estátuas de outros
idiotas, que já
estavam MORTOS! Eles
também faziam
diversas outras
estruturas inúteis
como igrejas, afinal
a força não vem do
que chamam de "fé",
e sim na forçar que
deveríamos fazer
para proteger tudo o
que Aniduum criou.
Isso me enojava.
Meus pais morreram
lutando na maldita
Guerra Elemental...
não sei dizer nem de
que lado eles
estavam, mas os
imbecis não deveriam
nem ao menos pensar
em proteger um dos
lados, pois aquela
Guerra trouxe apenas
destruição a Sosaria!
Depois que cresci um
pouco passei a
gostar de empunhar
armas, pois dessa
forma eu sentia-me
respeitado e capaz
de defender Sosaria,
mesmo que para isso
precisasse matar
todos os seres
pensantes que fazem
mal a este lugar tão
lindo.
Em minha
adolescência adquiri
força, pois meu
corpo crescera e
assim me destacava
na arte da guerra.
Logo percebi que
queriam me usar para
dominar outros
lugares, então fugi
daquela cidade
mesquinha e inútil.
Vaguei por muito
tempo por Sosaria, e
foi desta forma que
passei a adorar mais
ainda a natureza e
tudo que Aniduum
havia feito,
infelizmente aquele
grandioso ser
cometera um erro...
criar a minha raça,
os humanos. Seres
pífios que não sabem
cuidar nem ao menos
do que lhes é dado
todos os dias, um
mundo lindo.
Meus instintos
animais
fortaleciam-se e
encontrei uma cidade
no meio de tudo
aquilo que adoro,
foi em Buccaneer's
Den que ao longo dos
anos encontrei, sem
querer, outros
amantes da natureza.
Alguns não eram tão
radicais como eu e
tive de matá-los
pois eles pretendiam
informar as
autoridades sobre
minhas idéias, nesta
época descobri um
grande prazer em
matar.
Junto de outros
humanos providos de
uma ideologia
semelhante a minha,
tomei Buccaneer's
facilmente, uma vez
que o imbecil do
Blackthorn havia
morrido de forma
patética junto de
British, então pela
falta de um poder
centralizado não
havia comandos de
defesa em muitas
cidades.
Esta foi a primeira
vez que me aproximei
voluntariamente de
outros humanos, não
que eu goste deles
mas sua honestidade,
coragem e veneração
por mim permitiu que
eu poupasse suas
vidas. Claro que
conheci muitas
mulheres renegadas
por suas famílias, e
assim tomei muito
gosto pelos prazeres
carnais. Meu amor
pelos instintos
animais levaram-me a
construir uma casa
de banhos, que
alguns chamam de
prostíbulo, nome que
adoro!
A grande maioria me
chama de louco e
fala que minha
insanidade será
responsável por
minha morte. Loucos
são os que tentam me
combater e a minha
insanidade me dá
força para salvar
Sosaria.
Elén, Sacrifício:
Aprendi minhas
habilidades
primárias de
feitiçaria em Vesper,
minha cidade natal.
Estando sob o
domínio da Ordem e
servindo como um dos
principais
auxiliadores de
Minoc, minha cidade
possuia grande
importância
política. Por isso,
desde muito cedo me
interessava pela
política e
diplomacia de
Britannia, e assim
queria servir às
crenças das Virtudes
e ao Lorde British.
No entanto, minha
visão era muito
diferente das que os
líderes conhecidos
possuiam, como
British e Blackthorn
que pareciam
apreciar pelejas e
medir forças. Mas
mesmo assim, ainda
me interessei em
juntar-me ao
exército da Ordem
para desta forma
tentar levar uma
visão diferente para
aqueles homens.
Certamente sofri
muito preconceito,
pois poucas eram as
mulheres que ousavam
adentrar nestes
assuntos, e menos
ainda eram as que
superavam muitos
marmanjos da guerra.
Além de ser mulher,
meus pensamentos
ainda eram ousados
em relação àquela
época, eu sempre
acreditei
primeiramente na
tentativa de paz e
negociações, mas
nunca deixei de
treinar para quando
fosse necessário
apelar para a força.
Então, aos poucos
fui ganhando cargos
mais altos e
reconhecimento de
meus companheiros, o
preconceito era
menor e muitos
passaram a me
aceitar como igual,
todos são seres
humanos e criaturas
de Aniduum.
Infelizmente, o
sumiço de British
levou seu tolo
filho, Jason II, ao
trono e a partir de
então eu passei a
ter menos estima
pela Ordem.
O desaparecimento de
Blackthorn também
teve suas fortes
consequências,
felizmente uma breve
era de paz acontecia
em Britannia, pois
houve
descentralização na
liderança das
crenças de
Blackthorn, eles
então se recolheram
diminuindo suas
ações. Mesmo assim,
ainda era necessário
deter esses pequenos
focos, para isso foi
criada uma milícia a
qual me colocaram na
liderança. Passei a
viajar por toda
Britannia afim de
escoltar os
seguidores de
Blackthorn para
prisões, ou, em
último caso,
confrontá-los
diretamente.
Ao passar dos anos,
a incidência desses
casos era cada vez
menor e por isso a
manutenção de minha
milícia tornou-se
muito cara, havia
então um último
conflito sério a ser
resolvido e Jason II
prometeu-me um cargo
diplomático e uma
aposentadoria
antecipada para meus
homens. Após as
promessas, recebemos
nossa missão e
ficamos indignados,
no entanto nossa
experiência nos fez
crer que seríamos
capazes de ser bem
sucedidos.
Deveríamos eliminar
a mais poderosa
guilda de assassinos
existente na época,
residentes nos
confins de Britannia,
Waste Lands.
Chegando a Delucia
optamos por uma
tática agressiva.
Sabíamos que a
guilda não estaria
interessada em
negociações e logo
percebi a força
deles, perdendo
cerca de dois terços
de minha milícia!
Alguns sobreviventes
conseguiram fugir e
outros foram pegos,
felizmente os
brutais assassinos
apenas confinaram
estes do segundo
grupo... aonde eu me
encontrava.
O tempo que passei
presa em Delucia eu
pude aprender muito
sobre aquela local e
seus habitantes, e
quando eles
analisaram nossos
pertences e
perceberam que
estávamos
trabalhando apenas
sob ordens de
terceiros nos
deixaram sair da
prisão. Desarmados e
sem dinheiro não
poderíamos fazer
nada e achávamos que
seríamos mortos
naquela cidade, no
entanto isso não
aconteceu.
Visando voltar a
Britain, arrumei um
emprego e pretendia
o mais rápido
possível sair
daquele fétido
local, mas quanto
mais tempo eu
permanecia lá, mais
eu percebia que sua
população era muito
cordial e não
merecia viver em tal
lugar. Não demorou
muito até que as
notícias se
espalhassem por
Britannia e Jason II
anunciasse minha
morte, foi aí que
percebi que aquele
homem que desonrou
sua família havia me
traído. Analisando
todos os fatos, eu
percebi que minha
missão fora apenas
um corte de custos,
uma vez que os
habitantes de
Delucia raramente
saíam de lá pois
eram muito pobres.
Decidi naquele
momento que iria me
vingar pessoalmente
de Jason II, ainda
que eu possuisse
enorme respeito e
admiração por seu
pai... mas aquele
pobre menino era um
dos poucos erros na
vida de Lorde
British. Aos poucos
o povo de Delucia
foi conhecendo
minhas habilidades e
reconhecendo minha
vontade política, e
logo começei a
ajudá-los como
conselheira da
cidade. Depois
passei a treinar a "guilda
de assassinos" e
quando percebi, eu
possuia uma milícia
novamente. Eu tinha
também grande apoio
político e Delucia
acabou por ficar sob
meu comando. Fiz
então uma promessa
para os nobres e
humildes moradores
de lá, eu iria levar
cada um deles para
um local melhor,
eles mereciam
conhecer o que havia
de mais belo em
Britannia, o orgulho
e a ganância dos
homens não deveriam
impedí-los disso. Eu
sacrifiquei o meu
retorno a Britain
para guiar aquele
povo. |
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